Pagamentos 4.0
Das novidades do PIX ao uso da IA, conheça os insights estratégicos para 2024
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Introdução
Vivemos a era da Inteligência Artificial (IA) onde sistemas, processos e comportamentos se tornam cada vez mais digitalizados. De acordo com dados da Febraban, em 2022 houve um aumento de 30% das transações bancárias digitais, totalizando 163 bilhões de movimentações.

Segundo relatório da PwC, o volume de transações sem dinheiro em espécie no mundo deve quase triplicar até 2030 em relação à década anterior. Em 2020, esse tipo de transação alcançou mais de US$1 trilhão. Para 2025, as transações sem dinheiro em espécie devem chegar a quase US$2 trilhões e ultrapassar os US$3 trilhões até 2030.

De acordo com estudo da Febraban em parceria com a Deloitte, sete em cada dez operações bancárias feitas no Brasil em 2021 foram realizadas pela internet ou pelo celular. O que vai ao encontro dos dados do Banco Central, de que R$40 bilhões de dinheiro em espécie deixaram de circular entre janeiro e outubro de 2021.

Para 2024 temos um caminho ainda mais digital por vir, com tendências que devem se consolidar, evoluir e, claro, surgir. Tudo isso você acompanha a partir de agora no "Tendências em Pagamentos & Finanças 2024". 
Veja como as transformações dinâmicas do mercado devem impactar a maneira como lidamos com dinheiro e serviços financeiros no próximo ano. Em um cenário marcado por inovação acelerada, exploraremos os desdobramentos mais importantes que formarão o cenário financeiro global.
Boa leitura!
Capítulo 1: Modernização de métodos tradicionais
A digitalização está cada vez mais permeada no cotidiano das pessoas, o que pressiona os métodos de pagamento tradicionais a se reinventarem para continuar sobrevivendo. Com o surgimento do Pix e das moedas digitais, cartões e boletos precisam se transformar para se alinharem às demandas contemporâneas.

Dois dos principais meios de pagamento utilizados no Brasil e que foram populares durante muitos anos, caíram em certo desuso com a digitalização do Pix, por exemplo. Mas, para 2024, tanto o boleto quanto o débito prometem inovar para entrar novamente no páreo e, claro, voltar à preferência dos brasileiros.
Cartão de débito promete novidades
Segundo a Abecs, o setor de cartões como um todo movimentou R$939 bilhões no terceiro trimestre de 2023, um crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Neste contexto, o cartão de débito representou o segundo entre os mais utilizados, respondendo por R$249 bilhões, o que representou um discreto aumento de 0,01% em relação ao ano anterior.

Além disso, foram 4,1 bilhões de transações efetuadas via cartão de débito ao longo do período, um crescimento de 5,4% em relação ao período anterior.
Para o próximo ano, a associação promete uma revitalização do cartão de débito, com a implementação de mudanças que devem impactar positivamente tanto consumidores quanto vendedores. Uma dessas iniciativas é tornar instantânea a transferência de recursos nas transações com cartão de débito.

Essas medidas são parte de uma estratégia mais ampla do setor para aumentar a competitividade do débito em relação ao Pix. Uma proposta é que os vendedores recebam os recursos imediatamente nas compras por débito, eliminando o período de compensação que hoje faz parte da modalidade.

Outras inovações planejadas pela Abecs para 2024 incluem o "click to pay", permitindo que o cliente efetue pagamentos online com um único clique no débito, sem a necessidade de acessar o aplicativo do banco. Além disso, está em pauta a introdução do débito sem senha, direcionado especialmente para serviços de streaming e aplicativos de transporte.

A Abecs reconhece que o sucesso do Pix tem pressionado a indústria a acelerar suas inovações para competir efetivamente no mercado de pagamentos digitais. Isso inclui a possibilidade de parcelamento com juros na função débito, uma mudança que, embora estivesse em consideração, foi impulsionada pela crescente popularidade do Pix.
O BolePix vem para revitalizar o boleto
Enquanto o cartão de débito busca renovar sua relevância, o boleto continua a desempenhar um papel importante como meio de pagamento, especialmente para a população desbancarizada do Brasil. Apesar da perda de espaço para os meios digitais, o boleto permanece como uma das poucas opções de fácil acesso a essa parcela da população. Embora, segundo dados do Instituto Locomotiva, tenha ocorrido uma diminuição significativa dos desbancarizados de 16,3 milhões em 2021 para 4,6 milhões em 2023, cerca de 3% da população economicamente ativa no Brasil ainda não utiliza serviços bancários.
Além de continuar atendendo essa demanda, mas em uma tentativa de recuperar algum terreno perdido para o Pix e até mesmo conquistar alguns adeptos, o boleto também busca sua reinvenção para 2024. A Febraban anuncia que a partir de 19 de janeiro, os pagamentos feitos por boleto devem ser liquidados no mesmo dia, em D+0. Essa mudança promete impactar positivamente o e-commerce e o varejo, proporcionando mais agilidade ao fluxo de caixa das empresas.

Uma inovação já presente no mercado, mas que deve ganhar cada vez mais espaço em 2024, é o BolePix.

Esta modalidade de boleto apresenta tanto o código de barras tradicional quanto o QR Code, oferecendo ao consumidor a opção de efetuar o pagamento do boleto também via Pix na mesma fatura. Essa integração amplia as possibilidades de recebimento instantâneo para os vendedores, proporcionando uma experiência de pagamento mais flexível e eficiente para os consumidores. Além disso, o BolePix agrega dois importantes meios de pagamento cuja movimentação é altamente relevante.

Segundo dados do Banco Central, em novembro de 2023 só o boleto bancário respondeu por mais de 345 milhões de transações, movimentando mais de R$490 bilhões e 504 milhões. O Pix contabilizou mais de 4 bilhões de transações e movimentou mais de R$1 trilhão. Resultados que fazem do BolePix um recurso agregador de uma grande parcela da população.

De acordo com dados preliminares, 2024 deve ser o ano do BolePix que, embora ainda tenha resultados tímidos, demonstra um potencial promissor para o próximo ano. Dados da Núclea apontam que, entre julho e outubro de 2023, mais de 15 milhões de boletos já haviam sido pagos através do QR Code. O que representou 1,25% do total de pagamentos realizados no país.
O BolePix apresenta tanto o código de barras tradicional quanto o QR Code, oferecendo ao consumidor a opção de efetuar o pagamento do boleto também via Pix na mesma fatura.
Capítulo 2: Novidades no PIX
A partir de 2021 testemunhamos um crescimento importante dos chamados pagamentos account-to-account (A2A), que registraram um aumento de 71%, elevando sua influência no valor das transações de 11% para 15% na América Latina. Essa ascensão é impulsionada por sua característica de baixo custo e alta acessibilidade, projetando-se para manter sua popularidade com um crescimento estimado de 22% entre 2022 e 2026.

O Brasil destaca-se como um dos países que estão na vanguarda dos pagamentos digitais. O Pix, como uma opção A2A de pagamento, destaca-se entre as alternativas semelhantes da região, evidenciando a sólida adesão à inovação digital da população brasileira.

O protagonismo do Brasil no universo dos pagamentos digitais é inegável, com o sucesso do Pix ocupando uma seção especial no GPR 2023 (Global Payments Report), destacando sua rapidez, inclusão e os baixos custos associados às transações. O relatório aponta taxas médias de transações Pix de 0,22%, em comparação com 1% para cartões de débito e 2,2% para cartões de crédito.

Enquanto 67% das transações Pix são de pessoa para pessoa (P2P), as transações de pessoa para empresa (P2B) cresceram significativamente, registrando um aumento de 209% entre 2021 e 2022. Esse cenário contribuiu para um aumento nos pagamentos A2A no valor total das transações de e-commerce no Brasil, dobrando de 12% em 2021 para 24% em 2022.

O relatório também destaca que, impulsionadas pela robustez das transações Pix, as carteiras digitais quase dobraram sua participação no varejo, passando de 8% em 2021 para 15% em 2022, com previsão de dobrar novamente, atingindo 30% em 2026.

Ao comparar métodos internacionais similares, o MODO, iniciativa de pagamento A2A da Argentina, agora é oferecido por 33 bancos.
Enquanto isso, o sistema A2A CoDi, do México, enfrentou desafios de adesão, principalmente devido à necessidade de ter uma conta bancária para utilizar a tecnologia, em um país com uma considerável parcela da população subbancarizada.

Em contrapartida, o Pix continua a ganhar adesão crescente entre comerciantes e consumidores, sendo. oferecido por aproximadamente 800 empresas, incluindo bancos, fintechs e instituições públicas.
PIX automático e mais novidades para 2024
A partir do próximo ano, o Pix receberá três novas funcionalidades destinadas a simplificar a vida dos brasileiros.

Já falamos um pouco sobre o BolePix, que é uma delas, as outras serão o Pix automático e o parcelado. O primeiro tem seu lançamento programado para outubro de 2024.

Essas adições ao portfólio do Pix devem facilitar os pagamentos recorrentes de maneira automática e ainda incluir a possibilidade de compras parceladas através do método, requerendo autorização prévia do usuário pagador.

Assim como o Pix tradicional, essas novas funcionalidades serão isentas de tarifas para pessoas físicas, mantendo o compromisso de oferecer uma alternativa acessível aos usuários.

Já o Pix Automático, especificamente, facilitará os pagamentos recorrentes de forma automatizada, mediante a autorização prévia do usuário pagador.

Desenvolvido com base em três princípios fundamentais - segurança, praticidade para usuários (pagadores e recebedores) e flexibilidade -, esse recurso deve atender a uma variedade de modelos de negócios, seja no âmbito digital ou em estabelecimentos físicos.

Empresas de todos os setores e portes que necessitam de pagamentos periódicos podem se beneficiar do Pix Automático.Isso inclui desde companhias de serviços e consumo (energia, telefonia) até firmas de seguros, operações de crédito, escolas, academias, condomínios, serviços de streaming, clubes por assinatura e muito mais.

O BC enfatiza que o Pix Automático foi projetado com flexibilidade e parametrização, podendo ser adotado por empresas de diversos tamanhos e setores.

Para o pagador, essa modalidade proporciona mais comodidade, permitindo débitos periódicos automáticos, sem a necessidade de autenticação a cada transação.

A missão do Pix Automático não é apenas aumentar a eficiência para o recebedor, reduzindo custos operacionais e inadimplência, mas também simplificar os procedimentos de cobrança ao depender da infraestrutura já estabelecida para o funcionamento do Pix.

As regras gerais de funcionamento incluem procedimentos de autorização prévia, normas para o cancelamento da autorização, regras para rejeição e liquidação de transações, funcionalidades para usuários pagadores e recebedores, regras de devolução e responsabilização em caso de erro, além de limites diários para transações relacionadas ao produto.

A oferta do Pix Automático será obrigatória para clientes pessoas físicas, enquanto para as empresas, a escolha de oferecer o produto será das instituições financeiras.

Assim como no Pix tradicional, não haverá cobrança de tarifas para pessoas físicas, e para pessoas jurídicas, as tarifas serão negociadas livremente.
O Pix Automático facilitará os pagamentos recorrentes de forma automatizada, com base nos princípios de segurança, praticidade para usuários (pagadores e recebedores) e flexibilidade.
Novas regras do Pix Automático
De acordo com a Resolução do BC, algumas novas regras foram estabelecidas para o Pix automático. A principal alteração determina que a funcionalidade de recorrência, que atualmente é facultativa, deve passar a ser obrigatória a partir de outubro de 2024. Outras determinações que constam no documento, são:
  • Especificação de jornadas para autorização prévia;
  • Normas para cancelamento da autorização;
  • Regras para rejeição e liquidação da transação;
  • Funcionalidades que devem ser disponibilizadas ao usuário pagador e ao recebedor;
  • Regras de devolução e responsabilização em caso de erro;
  • Limite diário para transações relacionadas ao produto, entre outras.
Capítulo 3: CBDCs se tornando populares: Drex na área!
A revolução nas finanças digitais está ganhando um novo capítulo com a ascensão das CBDCs (Central Bank Digital Currencies), e o Brasil está na corrida para lançar sua própria moeda digital, o Drex. As CBDCs representam uma evolução do cenário financeiro, marcando a transição de moedas tradicionais para formas de dinheiro digital respaldadas por bancos centrais.

De acordo com a PwC, cerca de 60% dos bancos centrais do mundo avaliam o uso de moedas digitais e 14% já estão em fase de realizar testes-piloto. Já um levantamento realizado pelo Banco BIS aponta que 24 bancos centrais em economias emergentes e avançadas no mundo devem ter suas próprias CBDCs em circulação até 2030.

No momento, a China tem o plano mais avançado do mundo, o Yuan Digital está em fase de testes e já foi utilizado por mais de 260 milhões de pessoas. Mas, o Brasil não fica atrás, o Drex está em fase piloto e, em 50 dias, o projeto já contabilizou 500 transações bem-sucedidas com onze instituições que operam na rede do BC.

O projeto do Drex foi anunciado em março de 2023 e a previsão é que vá até o fim de 2024. Para a fase piloto, as empresas foram incorporadas à plataforma do projeto para realizar os testes, entre elas estão instituições como Bradesco e Itaú Unibanco; bandeiras de cartão como Visa e Mastercard; bancos digitais como Nubank e Banco Inter; e plataformas de tecnologia como ClearSale, entre outras.
De acordo com o Banco Central, o Real Digital recebeu o nome de Drex para ser um membro a mais na família do Pix. A lógica por trás da denominação é: o “D” e o “R” representa Real Digital, o “E” vem de Eletrônico e o “X” faz alusão à modernidade.

O órgão afirma que o Drex não é uma moeda nova, diferente e nem substituirá a moeda oficial Real. O Drex se torna uma representação digital do Real nacional, que possui o mesmo valor e a mesma aceitação da moeda física.
Impactos esperados para o Drex
A moeda digital será regulamentada e emitida apenas na plataforma do Drex, o ambiente está em processo de desenvolvimento e utiliza a tecnologia de registro distribuído (DLT) e blockchain. Além disso, para ter acesso à plataforma será necessário ter um intermediário financeiro autorizado, esse intermediário fará a transferência do valor depositado em conta para a carteira digital do Drex para que então o usuário final possa usar os ativos digitais para fazer operações com segurança.

Quando se fala sobre impactos econômicos, para o Brasil, os principais objetivos com a chegada do Drex são: reduzir os custos com operações bancárias - por exemplo, reduzindo a emissão de papel-moeda, aumentar o contingente de pessoas participantes no mercado financeiro, utilizar a tecnologia como meio para facilitar o acesso aos recursos financeiros e simplificar o processo de movimentação monetária, tanto em compras no varejo, em investimentos e em transações bancárias.
E sobre impactos no mercado de serviços financeiros, a tecnologia do Drex deve ajudar no desenvolvimento de produtos que solucionam dores reais dos clientes. Além de reduzir os custos da transação, a ideia é torná-las também mais seguras e eficientes.

Com a chegada do Drex, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) tem a expectativa de que a tecnologia facilite o acesso ao crédito e financiamentos tanto aos consumidores quanto aos empresários, uma vez que pode gerar maior competitividade entre as instituições - com apoio do open banking - e resultar em melhores tarifas para os usuários.

Portanto, a CBDC em status avançado no Brasil reflete não apenas uma resposta às demandas da era digital, mas também um passo evolutivo em direção à modernização do sistema financeiro global.
Capítulo 4: A interoperabilidade de serviços financeiros em grandes empresas
Em uma era de dados abertos, isto é, do open finance e do open banking, facilitar o acesso às informações dos usuários a fim de oferecer serviços mais personalizados, eficientes e aumentar a competitividade de taxas, é mais do que uma tendência, mas uma realidade que está dominando cada vez mais espaços no mercado.

Portanto, a interoperabilidade de serviços financeiros se torna um assunto central para o funcionamento eficiente de grandes empresas.
A interoperabilidade financeira refere-se à capacidade de diferentes sistemas e plataformas de serviços financeiros trabalharem em conjunto de maneira eficaz e harmoniosa.
Quando as grandes empresas reconhecem a necessidade de otimizar seus processos financeiros, certamente estarão investindo em soluções que promovem a interconexão de serviços, eliminando barreiras e promovendo uma operação mais fluida.
Ecossistemas de serviços como resposta
Pode parecer impossível, mas as empresas de grande porte e estabelecidas no mercado, embora contem com mais recursos, podem ser as que mais enfrentarão desafios para se adequar às inovações tecnológicas. Isso porque adaptar-se às transformações aceleradas do cenário empresarial pode ser difícil, principalmente quando estão ancoradas em processos altamente legados. O que requer mais do que uma simples atualização tecnológica.

Claro que, independentemente do porte, as empresas que estão no mercado hoje devem incorporar conhecimento e capacidade intelectual para extrair plenamente os benefícios da digitalização.

É nesse contexto que os ecossistemas de serviços, especialmente os financeiros, surgem como a solução para suprir essa interoperabilidade necessária para a eficiência.

Isso porque, ao invés de enfrentar o desafio de construir soluções internamente, as empresas integradas a ecossistemas de serviços podem se beneficiar de conhecimentos e soluções prontamente disponíveis de parceiros especializados.
Distribuir funções burocráticas da gestão financeira, como processamento de pagamentos, emissão de notas fiscais e checkout, não apenas aumenta a eficiência operacional, mas também ajuda a equalizar empresas que ainda enfrentam dívidas tecnológicas.
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E quando falamos em processos financeiros, um fator prioritário para uma experiência positiva do cliente é a eficiência e a segurança do processo.

Os chamados ecossistemas de pagamento, quando bem projetados, oferecem uma variedade de métodos que atendem às preferências dos clientes e aumentam a conveniência para os consumidores.

Outro ponto primordial, claro, é a segurança e quando se tem essa interoperabilidade entre sistemas financeiros e com um ecossistema de serviços, a empresa pode contar com soluções antifraude, criptografia e autenticação em duas etapas direto na plataforma onde configura o processo de cobrança, por exemplo.

Essas características não apenas protegem informações sensíveis, mas também promovem um ambiente de confiança, essencial para o sucesso de qualquer empresa.

A lwsa é um exemplo de ecossistema de serviços que contempla a gestão de uma empresa de ponta a ponta através da interoperabilidade.
Capítulo 5: Embedded Finance, o que esperar para o próximo ano
O Embedded Finance (EF) já é um debate mais amplamente discutido no cenário internacional, mas, para o próximo ano, deve chegar como uma forte e transformadora tendência para o setor financeiro brasileiro. Isso porque, ao integrar serviços financeiros em plataformas e experiências não financeiras, o Embedded Finance busca redefinir a interação com dinheiro, pagamentos, seguros e serviços bancários.

A expressão refere-se à integração de serviços e produtos financeiros em plataformas ou aplicações não financeiras. Isso permite que os clientes acessem serviços financeiros de maneira integrada em suas atividades cotidianas, levando os serviços bancários para onde os clientes já estão, em vez de delimitar o caminho contrário, isto é, exigir que os clientes estejam em instituições financeiras tradicionais.

As expectativas são de que o Embedded Finance continue conquistando o espaço do consumidor e de que o sucesso neste campo leve a funcionalidade a se expandir para a arena B2B, onde projeções indicam que pode chegar a valer trilhões nos próximos anos.

De acordo com dados da Dock, o volume de negócios desenvolvidos no mundo através do Embedded Finance tem potencial de movimentar US$7 trilhões na próxima década, o que representa duas vezes o valor somado dos 30 maiores bancos do mundo.

Na América Latina, a projeção é de que o Embedded Finance tenha um crescimento anual de 27% até 2029, alcançando US$13,7 bilhões ao final deste período. No Brasil, setores como varejo, bens de consumo e outros serviços, que já movimentam cerca de 35% do PIB, devem ampliar a oferta de serviços financeiros e capturar, juntos, receitas de R$23 bilhões ao ano em até 5 anos.

Como processo, o Embedded Finance não é algo novo, mas a integração de oferta financeira em produtos ou serviços não financeiros têm ganhado mais força nos últimos anos com tendência de crescimento para os próximos.
Isso porque a tecnologia como um todo se desenvolveu na última década graças ao surgimento de cloud computing, Software as a Service (SaaS) e Banking as a Service (BaaS), que baratearam o acesso à tecnologia e contribuíram para a oferta dos serviços financeiros.nte entre comerciantes e consumidores, sendo.
O Brasil no contexto do Embedded Finance
O Brasil vem se tornando uma verdadeira referência global em tecnologias para o sistema financeiro. Muito disso se deve a iniciativas bem-sucedidas, como o Open Finance e o Pix, que posicionaram o país como uma verdadeira liderança global em pagamentos digitais. Com um contexto tão favorável ao desenvolvimento de tecnologias de pagamento, certamente o Embedded Finance ainda tem muito solo fértil a explorar no Brasil.

De acordo com pesquisa da Deloitte, as finanças embutidas - isto é, o Embedded Finance - podem gerar uma receita adicional de R$24 bilhões em 2026 para as empresas que ampliarem suas ofertas de serviços financeiros, por exemplo, oferecendo crédito, contas digitais para pagamentos e boletos.

Entre os produtos mais frequentemente ofertados por meio do Embedded Finance está o Buy Now, Pay Later (BNPL), uma tecnologia que vem sendo chamada de “a versão moderna do pagamento a prazo”. O BNPL, particularmente no Brasil, tem ganhado tração, embora o crescimento na região não seja classificado como acelerado devido ao - ainda considerado - alto uso de dinheiro em espécie. No entanto, as transações BNPL representaram 1% dos pagamentos no e-commerce em toda a América Latina em 2022, com a estimativa de atingir 3% até 2025.

Para o Brasil, assim como para o México, as taxas de adesão mais altas do BNPL, espera-se um crescimento compatível aos índices globais - que giram em torno de 3,8% até 2025, segundo a pesquisa da Deloitte. Para os especialistas do mercado, o amadurecimento do BNPL passa, obrigatoriamente, por compreender as especificidades do comportamento financeiro de cada consumidor.

Alguns especialistas até arriscam que 2024 será o ano em que as empresas efetivamente se tornarão bancos ou, pelo menos, estarão muito semelhantes aos bancos, com fluxos próprios de receitas à prova de recessão por meio da diversificação de portfólio, resta esperar que essa expectativa se confirme.
BaaS e Contas Digitais
BaaS tem como premissa simplificar as transações e demandas por serviços financeiros, tornando as experiências de consumo mais acessíveis. As empresas que adotam esse modelo compreendem que, por meio de tecnologias e parcerias estratégicas, é viável oferecer serviços financeiros de forma descomplicada, favorecendo o foco em seu core business. Atualmente, o mercado de serviços associados ao BaaS já é significativo. Segundo dados da Future Market Insights (FMI), estima-se que, até 2031, o BaaS alcance um faturamento de aproximadamente US$12,2 bilhões, representando um crescimento anual de 15,7%.

Dados do Bank of America (BofA) apontam que o número de usuários exclusivos de bancos digitais no Brasil cresceram de 3% em 2019 para 8% em 2021, ao passo em que os usuários exclusivos de bancos tradicionais caíram de 9% para 2%. Gigantes do mercado, como Apple, líder no setor de tecnologia, já estão implementando serviços financeiros por meio do BaaS. Em 2019, a Apple lançou o Apple Card, um cartão digital com benefícios como cashback.

No Brasil, empresas como Uber, iFood e Magazine Luiza também adotaram soluções financeiras para simplificar a vida de usuários e colaboradores, oferecendo serviços como a conta digital, financiamento de veículos e pagamento instantâneo. Apesar das inovações recentes no setor bancário tradicional, o BaaS apresenta projeções promissoras, com um crescimento médio anual previsto de 15,4% até 2030. Para que este resultado se confirme, especialistas do setor apontam a necessidade de as instituições financeiras promoverem modelos de negócios flexíveis, incorporando tecnologias emergentes. Além disso, há a previsão de que a popularização de produtos BaaS, como contas digitais, atingirá seu auge até 2024, tornando-a uma tecnologia com grande potencial de transformação no setor bancário dos próximos anos.
O BaaS tem como premissa simplificar as transações e demandas por serviços financeiros, tornando as experiências de consumo mais acessíveis.
Capítulo 6: Identidades digitais:é o fim da era das senhas?
O conceito de identidade digital centrada no ser humano deixa de ser apenas uma possibilidade e se torna uma verdadeira tendência para o próximo ano, dado seu potencial de aumentar a segurança e o controle de dados dos usuários.

As identidades digitais nacionais avançam gradualmente, buscando ser únicas e amplamente aceitas. Segundo dados da McKinsey, a criação de valor da identidade digital pode equivaler entre 3% a 13% do PIB até 2030.

Para atingir esse potencial, contudo, será necessário trabalhar na aceitação de formas digitais de identificação, oferecer proteção jurídica adequada e contribuir para o diálogo global sobre estruturas de confiança.

Atualmente, estima-se que 850 milhões de pessoas no mundo carecem de uma forma legal de identificação, o que as exclui de serviços essenciais. Programas de identidade digital surgem como solução, melhorando a acessibilidade aos serviços digitais e oportunidades.

Além disso, em 2023, testemunhamos um aumento importante nos ataques de identidade impulsionados pela inteligência artificial (IA). O fenômeno dos deepfakes, incluindo aqueles de voz e vídeo, cresceu de forma alarmante, segundo o Identity Fraud Report 2024, o número de deepfakes aumentou dez vezes entre 2022 e 2023 no mundo inteiro.

O estudo aponta que os dados sugerem que os fraudadores estão começando a colocar mais ênfase na fraude biométrica, mas elas continuam com taxas consistentes nos últimos anos, fechando com uma média de 4,4% em 2023. Embora as taxas de fraudes em biometria tenham aumentado discretamente, o relatório informa que o método ainda é mais seguro em comparação a outras formas de autenticação com uma diferença de três para um. O uso de documentos fraudulentos, que anteriormente tinham uma taxa inferior a 1%, cresceram para 1,31% em 2023, um volume duas vezes maior do que no ano passado.
Neste tipo de fraude os fraudadores utilizam-se do vazamento de informações genuínas para fazer a verificação de documentos e, em seguida, fraudar a verificação biométrica.

Aqui entra a tendência emergente das ferramentas de deepfakes e cheapfakes para atacar a biometria. As fraudes relacionadas a imagens (selfies), que representavam 1,15% em 2022, cresceram para 2,19% em 2023, as fraudes em vídeo subiram de 0,20% para 0,96%.

Um cenário que impõe desafios para consumidores, organizações e líderes globais. Além disso, a previsão é de que em 2024, os ataques de phishing gerados por IA alcancem novos patamares de sofisticação, tornando as tradicionais ferramentas de alerta de segurança redundantes e exigindo abordagens mais confiáveis para autenticação de usuários em plataformas.

O crime como serviço e o acesso facilitado a ferramentas de síntese de voz e vídeo aceleram a evolução das ameaças digitais, possibilitando ataques mais rápidos e em maior escala.

A expansão do acesso digital remoto por organizações de serviços financeiros, embora atendesse à demanda dos usuários, também ampliou a superfície de ataque, proporcionando oportunidades para os fraudadores.

Tanto que as previsões são de que a fraude de identidade sintética cause perdas superiores a US$23 bilhões até 2030, colocando pressão para o avanço na segurança das identidades digitais.

Empresas financeiras estão respondendo a esses desafios, buscando substituir métodos desatualizados de autenticação, como senhas, por tecnologias avançadas que integram e autenticam usuários de serviços bancários online de maneira remota.

Com o aumento das transações digitais, a identificação digital tornou-se o meio mais efetivo para garantir a segurança, confiança e validade jurídica das transações.

De acordo com previsões do Gartner, até 2024 deve surgir um padrão de identidade global, portátil e descentralizado para atender a diversos casos de uso, desde negócios até identidades invisíveis.

Nesse contexto, três movimentos ganham destaque e devem começar a se tornar mais acentuados a partir do ano que vem:
  1. Eliminação do uso das senhas de acesso.
  2. Criação e adoção de identificações digitais nacionais.
  3. Uso crescente da autenticação biométrica, via impressão digital e identificação facial.
A autenticação baseada em senha, embora amplamente adotada, é suscetível a diversos ataques.

Por isso, com o desenvolvimento das identidades digitais, o movimento é cada vez mais forte em direção à autenticação "passwordless" - isto é, autenticação sem senha -, a fim de superar essa vulnerabilidade.

A biometria surge como uma alternativa promissora, mas desafios relacionados à privacidade ainda precisam ser endereçados.

A criptografia, aliada à anonimização de informações e à autenticação comportamental, emergem como solução para garantir a autenticidade do dispositivo e do usuário, e devem favorecer a evolução da autenticação biométrica.
Pix pode ser identidade digital no futuro
O Brasil avança no campo da identidade digital nacional e favorece o uso da biometria para fortalecer o sistema de identificação. Além disso, parcerias com o setor privado, especialmente instituições financeiras, e a simplificação de emissão e uso de assinaturas eletrônicas contribuem para esse progresso.

Outra questão importante que pode ser muito favorecida pelas identidades digitais é a relação de consumo, isto é, de compra e venda. Por exemplo, existem diversas situações no mercado em que o preço de algo está intrinsecamente relacionado à faixa etária - como a oferta de descontos para maiores de 60 anos ou para crianças.

Se os consumidores tivessem credenciais de identidade vinculadas aos meios de pagamento, a experiência de pagamento poderia ser ainda mais rápida, integrada e personalizada.
Novas oportunidades de pagamentos mais simples e seguros podem surgir das identidades digitais integradas aos meios de pagamento.
Pensando nisso, para a evolução do PIX, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, apontou que o sistema de pagamentos instantâneos no Brasil, sugere um potencial futuro como uma forma de "identidade digital", integrando pagamentos e informações governamentais de maneira simplificada e segura.

A previsão faz parte das expectativas do órgão para ampliar os serviços oferecidos pelo governo na plataforma, tornando possível pagar também contas de serviços públicos, como impostos, através do Pix.

A ideia é chegar a um sistema em que todos os dados necessários no cotidiano para identificação sejam atrelados ao Pix, bem como aos serviços do governo. Portanto, há o potencial de que o Pix se torne uma verdadeira identidade digital.

Lembrando que o sistema Pix já possui funcionalidades de leitura das informações da agenda do celular, mediante autorização, o que torna o meio de pagamento “tão fácil” quanto usar o WhatsApp, segundo Campos Neto.
Conheça as vantagens do PIX da Vindi
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Capítulo 7: IA Generativa em gestão de risco e antifraude
A ascensão da Inteligência Artificial (IA) Generativa representa uma importante revolução na gestão de riscos e antifraude, tanto positiva, quanto negativamente e, portanto, emerge como uma tendência do setor financeiro. Isso porque, ao apresentar avanços contínuos, a tecnologia de IA se torna, cada vez mais, um instrumento para aprimorar processos, mas é usada em igual proporção para gerar ataques maliciosos às bases de dados das empresas.

À medida que a IA avança, seu uso abrange desde a geração de código de programação até a detecção de vulnerabilidades e a criação de deepfakes.

Os hackers, utilizando essa tecnologia, exploram suas capacidades em diversas frentes, representando uma ameaça abrangente aos sistemas digitais. No entanto, paradoxalmente, a IA também se torna uma aliada das empresas, permitindo a automação de tarefas tediosas e aprimorando a segurança contra ameaças como fraudes, phishing e comportamentos anômalos.

De acordo com o AI Risk Survey Report da KPMG, 85% dos entrevistados que atuam na área de gestão de riscos cibernéticos, antecipam um aumento no uso de modelos de IA e análise preditiva. Metade deles já observou um retorno positivo sobre os investimentos em tecnologia de IA.

Grandes empresas, incluindo OpenAI, Amazon, Google e Microsoft, estão investindo recursos no avanço da tecnologia.

O relatório Generative AI: From buzz to business value, da KPMG, aponta que o mercado de IA Generativa rendeu mais de US$10 bilhões em 2022. A América Latina representa 8% desse resultado. A projeção mostra um crescimento CAGR de 27% para o mercado de IA Generativa até 2032.
A IA generativa, especificamente, é capaz de criar conteúdos como texto, imagens e dados sintéticos em resposta a solicitações de linguagem natural. Treinada com base em padrões de aprendizagem e correlações, essa tecnologia pode gerar dados idênticos aos reais. Seus benefícios incluem a automação de detecção de anomalias, identificação de fraudes e antecipação de comportamentos, ampliando a eficiência das equipes de segurança.

Contudo, a IA generativa também levanta preocupações no cenário de cibersegurança. Segundo estudo da Fastly, 29% dos profissionais do setor consideram essa tecnologia uma das principais ameaças futuras para a cibersegurança já nos próximos meses.

Em 2024, espera-se que os ciberataques concentrem-se na exploração da identidade, desafiando os profissionais de segurança a adotarem abordagens inovadoras para interromper as cadeias de ataques. Ferramentas de IA generativa, como o FraudGPT e o WormGPT, representam perigos crescentes, estimulando uma mudança na forma como as organizações abordam a segurança cibernética.

Entre os principais riscos que devem vir da IA Generativa para o próximo ano estão o phishing em dispositivos móveis, através de plataformas como WhatsApp e SMS, que já experimentou um crescimento dramático em 2023 e deve se intensificar ainda mais em 2024.

Nestes ataques, os fraudadores estrategicamente direcionam as vítimas para interações móveis, explorando vulnerabilidades e tornando os ataques mais eficazes. A ascensão de ferramentas movidas por IA, como o Vishing (ataque telefônico), demonstra a evolução na sofisticação desses métodos.
Tendências em prevenção às fraudes
Por outro lado, a detecção e prevenção de fraudes se beneficiam igualmente da IA generativa. O uso de dados sintéticos aprimora as capacidades de detecção de padrões e a eficácia dos modelos preditivos.

Além disso, a privacidade de dados é preservada, uma vez que informações compartilháveis podem substituir dados de clientes que, por razões legais, não podem ser compartilhados. A IA Generativa representa papel importante também na gestão de riscos e conformidade regulatória. Através das Redes Adversariais Generativas (GANs) possibilitam calcular o valor em risco e prever cenários econômicos. Além disso, a automação de processos facilita a identificação de não conformidades, a mitigação de riscos e a garantia de conformidade contínua com regulamentações em constante evolução.

A IA Generativa deve ser uma ferramenta essencial na gestão de riscos e antifraude, prometendo inovações e desafios que exigem respostas ágeis e estratégias proativas por parte das organizações.
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Capítulo 8: Open Finance
O Open Finance, criado pelo Banco Central com o propósito de modernizar as transações financeiras, tornou-se uma força transformadora no sistema financeiro brasileiro desde sua implementação em 2021. Ao longo do tempo, passou por evoluções tecnológicas que refinaram a experiência dos consumidores bancários, proporcionando maior agilidade e acesso facilitado a produtos e serviços financeiros.

Esse modelo de compartilhamento de dados entre instituições financeiras tem se destacado pela amplitude de informações compartilhadas. Bancos, fintechs e outras instituições financeiras podem personalizar inteligentemente seus produtos e serviços, resultando em uma experiência mais satisfatória e confiável para os usuários.

A infraestrutura é regulada pelo Banco Central e utiliza APIs para padronizar a troca de informações entre as instituições participantes. O cliente consente o compartilhamento de suas informações, garantindo que sejam usadas apenas para a finalidade autorizada, dentro de um período determinado.

Com mais de 800 instituições cadastradas no diretório de participantes, o ecossistema do Open Finance abrange bancos, cooperativas de crédito, fintechs e instituições de transações de pagamentos.

Para os consumidores bancários, o Open Finance representa uma revolução na consolidação de dados financeiros, oferecendo facilidade e agilidade. Com o compartilhamento padronizado de informações financeiras, a qualidade dos serviços continua a melhorar, proporcionando aos usuários maior autonomia sobre seus dados financeiros.

Uma pesquisa conduzida pela Open Finance Brasil revelou que a preocupação dos brasileiros com o compartilhamento de dados financeiros diminuiu. O índice que era de 48% em 2021 passou a ser de 36%. A preocupação sobre a forma como os dados serão utilizados também recuou de 45,8% para 34%.

Segundo a Febraban, de janeiro até o fim de setembro de 2023, o número de clientes no sistema Open Finance avançou 93% e o de consentimentos ativos, 90%. A estimativa aponta que o número de usuários do sistema pode chegar a 60 milhões até 2025.

A 4ª fase do Open Finance, iniciada em outubro de 2023, permitiu o compartilhamento de informações sobre investimentos entre instituições financeiras participantes. Essa expansão oferece aos clientes a oportunidade de obter ofertas personalizadas de produtos e serviços financeiros com custos mais vantajosos.

Conforme o Open Finance avança, há também uma evolução dos serviços financeiros, com os aplicativos das grandes instituições financeiras transformando-se em "super apps". Essas plataformas agregadoras operarão como marketplaces, reunindo todas as informações financeiras dos usuários em um único aplicativo.
Para os consumidores bancários, o Open Finance representa uma revolução na consolidação de dados financeiros, oferecendo facilidade e agilidade.
Desafios do Open Finance para 2024
Em 2024, o setor enfrenta o desafio de ampliar a comunicação sobre o valor do Open Finance, buscando sua popularização entre os brasileiros. A experiência positiva com o Pix demonstra a adaptabilidade dos consumidores a serviços financeiros inovadores e digitais. Com este contexto, espera-se que a adesão ao Open Finance aumente em mais de 30% no próximo ano.

A atuação próxima do Banco Central é fundamental para garantir que o ecossistema evolua de maneira equilibrada e proteja os interesses dos consumidores, mantendo a integridade do sistema financeiro. O objetivo é criar um ambiente mais inclusivo e estruturado, onde a profissionalização e a representatividade na governança se tornem inevitáveis.

O equilíbrio entre inovação, proteção do consumidor e profissionalização são elementos importantes para construir um ecossistema financeiro resiliente e centrado no usuário. O Open Finance tem potencial para agregar tudo isso e se tornar uma realidade na vida dos brasileiros. Para 2024, a evolução do sistema visa, ainda, o compartilhamento de dados sobre câmbio, credenciamento, seguro, previdência e capitalização.
Expediente e Referências
Liderança do projeto:
Maria Silvia Vieira
Coordenadora de Marketing
Pesquisa e redação:
Anahy Zamboni
Copywriter
Identidade visual e diagramação:
João Victor Vitorino
Designer
Larise Fontinele
Designer
Pedro Paulo Almeida
Designer
Contato:
marketing@vindi.com.br
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Fontes:
Introdução
Capítulo 1: Modernização de métodos tradicionais
Capítulo 2: Novidades no PIX
Capítulo 3: CBDCs se tornando populares: Drex na área!
Capítulo 4: A interoperabilidade de serviços financeiros em grandes empresa
Capítulo 5: Embedded Finance, o que esperar para o próximo ano
Capítulo 6: Identidades digitais:é o fim da era das senhas?
Capítulo 7: IA Generativa em gestão de risco e antifraude
Capítulo 8: Open Finance
Expediente e Referências
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